COMO ANDA A EDUCAÇÃO NO BRASIL
O Brasil ficou 88° lugar no ranking mundial de
educação, elaborado pela Organização das Nações Unidas para Educação,
Ciência e Cultura (Unesco). Professores da UnB apontam que algumas
causas para o país estar entre os retardatários na corrida pela
educação: crescimento acelerado do número de vagas ofertadas nas
escolas do país, sem que houvesse expansão da infraestrutura de ensino e
do número de professores; baixa formação dos docentes; e demora para
dar prioridade à área.
Por motivos como esses, o ensino brasileiro fica atrás de nações como Colômbia, Bolívia e Paraguai.
O
estudo atribuiu nota de 0 a 10 aos 128 países analisados levando em
conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na escola,
o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos e
meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número de
crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem a
5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas
satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída a
países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do país.
estudo atribuiu nota de 0 a 10 aos 128 países analisados levando em
conta o percentual de crianças entre 6 e 15 anos matriculadas na escola,
o índice de analfabetismo, a igualdade de acesso entre meninos e
meninas e a qualidade, que é avaliada pela comparação entre o número de
crianças que entram na 1ª série e o número de crianças que concluem a
5ª série. Nos primeiros três quesitos o Brasil obteve notas
satisfatórias. Mas no critério qualidade obteve nota 0,756, atribuída a
países de baixo desenvolvimento, o que diminuiu a nota final do país.
O
professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a posição
do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta como um dos
motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas, fato que
não aconteceu da mesma forma em outros países da América Latina. “A
ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já existia, sem
melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos professores”,
afirma.
professor da UnB Erasto Mendonça explica que as causas para a posição
do Brasil no ranking são complexas e históricas. Mas aponta como um dos
motivos o rápido crescimento do número de vagas ofertadas, fato que
não aconteceu da mesma forma em outros países da América Latina. “A
ampliação da oferta aconteceu mantendo a qualidade que já existia, sem
melhorias na estrutura das escolas ou na qualificação dos professores”,
afirma.
Segundo Mendonça,
esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma preocupação recente
com a universalização do ensino. “Nos últimos 20 anos é que tem havido
uma reversão no quadro de descaso com a educação no país”, justifica. O
que falta agora, segundo Mendonça, é que o crescimento do número de
vagas seja acompanhado pelo aumento da qualidade.
esse rápido crescimento na oferta é reflexo de uma preocupação recente
com a universalização do ensino. “Nos últimos 20 anos é que tem havido
uma reversão no quadro de descaso com a educação no país”, justifica. O
que falta agora, segundo Mendonça, é que o crescimento do número de
vagas seja acompanhado pelo aumento da qualidade.
Para
que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês de
Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades
decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em
um país com dimensões continentais os investimentos necessários são
muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa
dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos
professores.
que isso aconteça, a diretora da Faculdade de Educação (FE) Inês de
Almeida acredita que o Brasil precisa contornar as dificuldades
decorrentes de sua grande extensão. “Não justifica, mas é claro que em
um país com dimensões continentais os investimentos necessários são
muito maiores e o esforço para distribuí-los também”, diz. Essa
dificuldade se reflete na estrutura das escolas e na formação dos
professores.
EVASÃO –
A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal motivo para a
má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora da Faculdade de
Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas causas principais
para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a falta de preparo com
que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra explica que no Brasil ainda
não se dá a devida importância à educação infantil, que vai até os
seis anos de idade, e isso prejudica o aprendizado futuro dos alunos.
“Pela lei, somente o ensino básico, do 1º ao 9º ano, é obrigatório”,
esclarece.
A evasão escolar entre o 1º e o 5º anos foi o principal motivo para a
má colocação do Brasil no ranking. Segundo a professora da Faculdade de
Educação (FE) Maria de Fátima Guerra, existem duas causas principais
para a evasão nessa faixa etária. A primeira é a falta de preparo com
que essas crianças chegam à 1ª série. Guerra explica que no Brasil ainda
não se dá a devida importância à educação infantil, que vai até os
seis anos de idade, e isso prejudica o aprendizado futuro dos alunos.
“Pela lei, somente o ensino básico, do 1º ao 9º ano, é obrigatório”,
esclarece.
A segunda é a
falta de sensibilidade e de condições dos professores para entender as
particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na sala de aula existe
uma diversidade grande de estudantes, que nem sempre os professores
conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a mesma metodologia de
ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem prejudicar o
aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender como deveriam,
muitos alunos largam a escola nesse período. A professora diz que o
professor precisa saber trabalhar com a bagagem cultural que o aluno
traz de casa.
falta de sensibilidade e de condições dos professores para entender as
particularidades de aprendizado de cada aluno. “Na sala de aula existe
uma diversidade grande de estudantes, que nem sempre os professores
conseguem perceber. Não adianta querer aplicar a mesma metodologia de
ensino para todos”, diz. Esses dois fatores podem prejudicar o
aprendizado. Desestimulados por não conseguir aprender como deveriam,
muitos alunos largam a escola nesse período. A professora diz que o
professor precisa saber trabalhar com a bagagem cultural que o aluno
traz de casa.
Os
especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo, mas
que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de educação, a
gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o professor Erasto
Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram lançadas recentemente
para tentar reverter esse quadro. Como exemplo, a diretora da FE Inês de
Almeida cita o programa Mais Educação, que aumenta de 4h para 6h o
tempo que as crianças passam na escola. Já Mendonça cita o fim da
desvinculação do orçamento da Educação, que deve liberar cerca de R$ 10
bilhões até 2011, e a Conferência Nacional de Educação, que aconteceu
em março de 2010 e estabeleceu metas para o Plano Nacional de Educação.
especialistas afirmam, porém, que mudanças já estão acontecendo, mas
que vão demorar para surtirem efeito. “Quando se trata de educação, a
gente colhe o que a geração passada plantou”, conta o professor Erasto
Mendonça. Segundo eles, políticas públicas foram lançadas recentemente
para tentar reverter esse quadro. Como exemplo, a diretora da FE Inês de
Almeida cita o programa Mais Educação, que aumenta de 4h para 6h o
tempo que as crianças passam na escola. Já Mendonça cita o fim da
desvinculação do orçamento da Educação, que deve liberar cerca de R$ 10
bilhões até 2011, e a Conferência Nacional de Educação, que aconteceu
em março de 2010 e estabeleceu metas para o Plano Nacional de Educação.
O
caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria de
Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país
aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas
públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar
em prática”, conclui.
caminho a percorrer, entretanto, ainda é longo. A professora Maria de
Fátima Guerra afirma que as mudanças só vão ocorrer quando o país
aprender a valorizar a educação na prática. “Em termos de políticas
públicas e de legislação já caminhamos muito. Precisamos agora colocar
em prática”, conclui.
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