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| Igreja de São Francisco em Ermelino Matarrazo |
Os bairros formados ao longo das margens do Rio Tietê-Tupi Guarani,
Caudal Volumoso: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Engenheiro
Goulart a margem esquerda e Guarulhos – Tupi Guarani, Peixe Barrigudinho
a margem direita do Rio Tietê, consta em alguns registros que foram
fundados na mesma época. Segundo moradores mais antigos e pesquisas
realizadas nos Arquivos Municipal e Estadual, os primeiros habitantes
destas terras foram os Índios Guaianazes os quais viviam à margem
esquerda do Rio Tietê, a chamada região do Ururaí – Tupi Guarani,
Largato D’água ou Planalto de Baquirivu, terras doadas por carta de
sesmaria datada 12 de outubro de 1580.
Por volta do ano de 1600, foi criada a Aldeia de São Miguel Arcanjo
com a capela do mesmo nome (Capela construída pelos Índios sob o comando
dos Jesuítas) e reconstruída sob os encargos de João Álvares e Fernão
Munhoz em 16 de junho de 1622.
Com a chegada dos brancos e a colonização, São Miguel Arcanjo, ou
Aldeia de Ururaí como era chamado, tem sua data oficial de fundação dia
21 de setembro de 1622. O bairro de Ermelino Matarazzo, que em sua maior
parte é formada pela antiga Paragem do Guaporé, várzea do Tietê.
(CONHEÇA RECEITAS PARA SECAR A BARRIGA)
Na metade do século XVII na atual Rua Dr.Assis Ribeiro, antigo Sítio
Piraquara-Tupi Guarani, Toca do Peixe, Chácara Quindarussu e a Chácara
Itapejica-Tupi Guarani, Pedra Lisa situada às margens esquerda do Rio
Tietê.A primeira referência encontrada trata-se do Sítio Piraquara, está
no testamento do Capitão Paulo da Fonseca, datado de 1711. Em 1739,
aparece novamente citado no testamento de Baltazar Veiga Bueno.
No inventário do Padre Manuel de Souza, de 1854, o Sítio foi descrito
da seguinte forma “Com casa de vivenda, paredes de pilão cobertas de
telhas, casa de fabrico de farinha, também de paredes de pilão cobertas
de telhas, com as terras a ele pertencentes fazendo frente para a várzea
do Tietê, com uma capela construída pelos Índios da região dedicada a
Bom Jesus de Pirapora” .
No período de 1913/1915, as Indústrias Matarazzo, adquiriu de vários
proprietários, por meio de compras registradas no Terceiro Cartório de
Imóveis desta Capital. Uma gleba de terra com ou sem benfeitorias,
totalizando 420.530 m², segundo as transcrições nº429, 941, 1729, 2551 e
2840 e as averbações feitas em 1939, foram inscritas sob o número
noventa, página 255 de o livro auxiliar nº 8, o loteamento denominado
Jardim Matarazzo.
Tendo em vista os projetos da construção de uma Rodovia – Estrada de
Rodagem São Paulo – Rio 1926/1928 e de uma Linha Férrea – Estrada de
Ferro Variante Poá 1921/1926. A Indústria Matarazzo vendeu 274 lotes,
cerca de 10% do total de suas terras entre 1926/1939, dando origem a um
pequeno povoado em torno da estação de trem, inaugurada em 07 de
fevereiro de 1926, passando a transportar passageiro a partir de 1934.
A denominação à Estação ferroviária foi homenagem ofertada a um
dirigente da IRFM – Indústrias Reunidas Fábrica Matarazzo, em razão de a
estação ferroviária passar pelas terras da IRFM, escolheu-se então o
Comendador Ermelino Matarazzo, terceiro filho do Conde Francesco Antonio
Matarazzo, sendo o primeiro filho brasileiro, nascido na cidade de
Sorocaba em 1883, morto em um acidente automobilístico, na fronteira da
França com Itália nas proximidades de Turim em 25 de janeiro de 1920. A
expansão urbana da cidade de São Paulo, no início do século XX
proporcionou a criação de bairros mais distantes do centro da capital.
As antigas fazendas e chácaras sofreram um processo de loteamento,
surgiram novos bairros ou adensaram aos mais antigos. A valorização da
área central da cidade e o aceleramento dos loteamentos na região
suburbana acabaram por expulsar a classe trabalhadora de menor poder
aquisitivo para o subúrbio. O bairro de Ermelino Matarazzo está
localizado na zona leste da cidade de São Paulo com uma altitude, em
relação ao nível do mar, entre 750 metros, próximo à várzea do Rio
Tietê. Elevando-se suavemente de norte a sul e alcançando 775 metros na
Vila Paranaguá.
O bairro distado “marco zero” da cidade de São Paulo, por volta de 16
quilômetros em linha reta. Seus limites: ao norte, o município de
Guarulhos; a leste, o distrito de Vila Jacuí e Ponte Rasa; a oeste o
distrito da Penha. Cabe lembrar que estas divisas administrativas foram
definidas pelo Governo Municipal em 1992, e não correspondem às divisas
históricas do bairro. As colinas em Ermelino Matarazzo erguem-se, com
destaque, no sentido norte-sul em relação ao Rio Tietê, onde, nas
encostas do vale do Ribeirão Mongaguá (em Tupi Guarani, Água Pegajosa),
surgiu o Jardim Berlim – atual Jardim Belém e a Vila Paranaguá antiga
chácara da família Silva Jardim. Outras colinas também aparecem, a
leste, Jardim Carolina; e a oeste, Parque Boturussu (em Tupi Guarani,
Montanha Grande) e Jardim Verônia. O Ribeirão Mongaguá divide o bairro
em duas metades no sentido sul-norte, é afluente do Rio Tietê. Ermelino
Matarazzo em todo seu território fazia parte de São Miguel Paulista, em
1959 foi desmembrado, através da LEI nº 5285 de 18 de fevereiro de 1959.
Em 1950, muitas famílias procuraram fixar residência no bairro, nos
loteamentos já existentes ou nos que estava sendo implantados e como
conseqüência o aparecimento de vilas, motivadas pela possibilidade de
encontrar emprego nas indústrias: “Cia. Nitro-Qiumíco Brasileira”, na
“Celosul” ou na “Cia. Industrial São Paulo e Rio-Cisper”. A época da
origem dessas vilas varia muito, as mais antigas são: Jardim Matarazzo,
Jardim Belém, Vila Paranaguá e Parque Boturussu, com caráter tipicamente
urbano, onde a maioria dessa população trabalhava na zona central da
cidade de São Paulo. A época da origem dessas vilas varia muito, as mais
antigas são: Jardim Matarazzo, Jardim Belém, Vila Paranaguá e Parque
Boturussu, com caráter tipicamente urbano, onde a maioria dessa
população trabalhava na zona central da cidade de São Paulo.
Na década seguinte o bairro começava a perder certos elementos que
lhe davam um caráter acentuadamente provinciano, o progresso, com todas
as exigências havia invadido o tranquilo e bucólico bairro de
antigamente e eliminando de suas ruas e vilas o seu aspecto e os
costumes de feição tradicional mais acentuada, esses traços foram
substituídos por sentimentos de intranquilidade e insegurança, tamanha
era a rapidez com que se processava o seu crescimento populacional.
Fonte Prefeitura de São Paulo!
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