Estados Unidos lançam exército para combater ebola
O surto do vírus do ebola será umdos temas a discutir na sessão extraordinária do Conselho de Segurança
da ONU a realizar na quinta-feira, 18 de setembro. Na véspera, a
Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou uma informação segundo a
qual o número de vítimas dessa doença mortal já atingiu 2,5 mil pessoas,
das quais quase 150 eram pessoal médico.
No total, essa febre hemorrágica infectou mais de 5 mil
pessoas, tendo mais de metade dos casos de infecção sido registrados no
último mês. O vírus do ebola continua se propagando rapidamente no
território da África Ocidental.
pessoas, tendo mais de metade dos casos de infecção sido registrados no
último mês. O vírus do ebola continua se propagando rapidamente no
território da África Ocidental.
A febre do ebola alastra
a cada vez mais territórios. Tendo começado na Guiné em fevereiro deste
ano, a epidemia se disseminou rapidamente pelas vizinhas Serra Leoa,
Libéria e Nigéria. Em fins de agosto, apesar das medidas de segurança
introduzidas, essa doença mortal atingiu o Congo e o Senegal. Graças aos
esforços internacionais dos voluntários e do pessoal médico, foi
possível reduzir a percentagem de óbitos.
a cada vez mais territórios. Tendo começado na Guiné em fevereiro deste
ano, a epidemia se disseminou rapidamente pelas vizinhas Serra Leoa,
Libéria e Nigéria. Em fins de agosto, apesar das medidas de segurança
introduzidas, essa doença mortal atingiu o Congo e o Senegal. Graças aos
esforços internacionais dos voluntários e do pessoal médico, foi
possível reduzir a percentagem de óbitos.
Segundo dados
da OMS, neste momento já não morrem 90 pessoas por cada 100 doentes, mas
53. O problema é que ainda não existem medicamentos eficazes contra
este vírus. Muitos dos principais laboratórios mundiais, inclusivamente
na Rússia, estão trabalhando para produzir uma vacina.
da OMS, neste momento já não morrem 90 pessoas por cada 100 doentes, mas
53. O problema é que ainda não existem medicamentos eficazes contra
este vírus. Muitos dos principais laboratórios mundiais, inclusivamente
na Rússia, estão trabalhando para produzir uma vacina.
Nos
EUA um medicamento experimental, depois de breve teste em macacos, foi
administrado a voluntários. O resultado não teve resultados
espetaculares, mas também não provocou malefícios. Isso motivou a
decisão de continuar os testes em seres humanos. A OMS reconheceu esse
processo como eticamente correto por se tratar de um caso excecional,
explica o virologista Mikhail Schelkanov:
EUA um medicamento experimental, depois de breve teste em macacos, foi
administrado a voluntários. O resultado não teve resultados
espetaculares, mas também não provocou malefícios. Isso motivou a
decisão de continuar os testes em seres humanos. A OMS reconheceu esse
processo como eticamente correto por se tratar de um caso excecional,
explica o virologista Mikhail Schelkanov:
“Durante a
fase de testes de muitos medicamentos, o recurso a voluntários é um
risco justificado. Nas condições de uma epidemia sem precedentes, como a
que surgiu em território da África Ocidental, o risco e a redução do
limiar ético são justificados.”
fase de testes de muitos medicamentos, o recurso a voluntários é um
risco justificado. Nas condições de uma epidemia sem precedentes, como a
que surgiu em território da África Ocidental, o risco e a redução do
limiar ético são justificados.”
É menos evidente a
necessidade de introdução de contingentes militares estrangeiros em
países africanos sob pretexto de luta contra a disseminação do vírus.
necessidade de introdução de contingentes militares estrangeiros em
países africanos sob pretexto de luta contra a disseminação do vírus.
Na
véspera o presidente dos EUA Barack Obama declarou que tinha decidido
enviar três mil militares para a África Ocidental. Além disso, a pedido
das autoridades da Libéria, os EUA irão criar nesse país um centro de
comando militar para coordenar os esforços de prestação de auxílio aos
países da África Ocidental no combate à disseminação do ebola. O centro
será chefiado pelo comandante das tropas terrestres dos EUA em África, o
general Darryl Williams.
véspera o presidente dos EUA Barack Obama declarou que tinha decidido
enviar três mil militares para a África Ocidental. Além disso, a pedido
das autoridades da Libéria, os EUA irão criar nesse país um centro de
comando militar para coordenar os esforços de prestação de auxílio aos
países da África Ocidental no combate à disseminação do ebola. O centro
será chefiado pelo comandante das tropas terrestres dos EUA em África, o
general Darryl Williams.
“O mundo olha para os Estados
Unidos e nós estamos dispostos a chefiar o combate à epidemia!”,
sublinhou Barack Obama. O que é estranho é a luta contra uma doença
começar com uma introdução de tropas, refere o virologista Mikhail
Schelkanov:
Unidos e nós estamos dispostos a chefiar o combate à epidemia!”,
sublinhou Barack Obama. O que é estranho é a luta contra uma doença
começar com uma introdução de tropas, refere o virologista Mikhail
Schelkanov:
“Uma das principais razões por que a
epidemia ficou descontrolada foi a complicada situação socioeconômica
que se vive na África Ocidental. Os militares não irão ajudar a resolver
essa situação, pelo contrário, eles irão provavelmente agravá-la. É
evidente que no início será possível introduzir barreiras eficazes,
postos de controle nas estradas, etc. Isso será necessário, porque os
níveis de corrupção na região são ilimitados. Eu próprio regressei há
dias da República da Guiné, onde pude constatar pessoalmente que
qualquer barreira pode ser ultrapassada com um suborno de meio dólar.
epidemia ficou descontrolada foi a complicada situação socioeconômica
que se vive na África Ocidental. Os militares não irão ajudar a resolver
essa situação, pelo contrário, eles irão provavelmente agravá-la. É
evidente que no início será possível introduzir barreiras eficazes,
postos de controle nas estradas, etc. Isso será necessário, porque os
níveis de corrupção na região são ilimitados. Eu próprio regressei há
dias da República da Guiné, onde pude constatar pessoalmente que
qualquer barreira pode ser ultrapassada com um suborno de meio dólar.
“Mas
as barreiras de contenção por si só não combatem a epidemia. É
importante a ausência de informação científica sobre o funcionamento dos
focos desse vírus na natureza. Também é necessário trabalhar com as
comunidades locais para erradicar costumes que favorecem a infeção. Os
militares, sobretudo os norte-americanos, porque todos sabem que os
militares estadunidenses criam sempre problemas com a população local,
não irão cumprir esses objetivos.”
as barreiras de contenção por si só não combatem a epidemia. É
importante a ausência de informação científica sobre o funcionamento dos
focos desse vírus na natureza. Também é necessário trabalhar com as
comunidades locais para erradicar costumes que favorecem a infeção. Os
militares, sobretudo os norte-americanos, porque todos sabem que os
militares estadunidenses criam sempre problemas com a população local,
não irão cumprir esses objetivos.”
Nesta semana a OMS
irá realizar a segunda video conferência do comitê extraordinário para o
surto do ebola nos países da África Ocidental. No final a organização
deverá decidir se serão necessárias medidas restritivas adicionais e
indicar quais serão os esforços internacionais a realizar.
irá realizar a segunda video conferência do comitê extraordinário para o
surto do ebola nos países da África Ocidental. No final a organização
deverá decidir se serão necessárias medidas restritivas adicionais e
indicar quais serão os esforços internacionais a realizar.
Neste
momento já há brigadas de médicos da Rússia, dos EUA e de países da
Europa trabalhando em países da África Ocidental. No dia 16 de setembro
foi divulgado que a China irá se juntar à equipe internacional. A China
irá instalar um laboratório móvel na Serra Leoa e irá enviar uma equipe
de 59 epidemiologistas e enfermeiros. A OMS avalia as necessidades em
pessoal médico internacional na África Ocidental na ordem dos 600-700
elementos e em pessoal local em cerca de 12 mil pessoas.
momento já há brigadas de médicos da Rússia, dos EUA e de países da
Europa trabalhando em países da África Ocidental. No dia 16 de setembro
foi divulgado que a China irá se juntar à equipe internacional. A China
irá instalar um laboratório móvel na Serra Leoa e irá enviar uma equipe
de 59 epidemiologistas e enfermeiros. A OMS avalia as necessidades em
pessoal médico internacional na África Ocidental na ordem dos 600-700
elementos e em pessoal local em cerca de 12 mil pessoas.
Fonte: Diston Notícias
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