Assim como as pessoas, os primatas são vítimas dos
mosquitos Haemagogus e Sabethes, que transmitem a febre amarela
silvestre. Quando eles são infectados e chegam a morrer, servem como
indicativo da circulação do vírus no local. O ser humano é contaminado
acidentalmente, quando vai para áreas rurais ou silvestres que tem a
circulação do vírus. Portanto, os vilões da doença ainda são os
mosquitos, que transmitem diversas doenças, não os macacos.
“O ataque do mosquito à fauna é um alerta para podermos conter o
avanço da doença e evitar que ela chegue ao ser humano. Os primatas
atingidos são apenas vítimas da doença, e não a transmite ao homem.
Pedimos que a população informe sobre a presença de animais doentes ou
mortos e jamais mate nossos animais”, afirmou Juliana Summa, diretora da
Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.
Os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes, encontrados na zona de
mata, costumam circular em copas de árvores, local de repouso preferido
dos primatas. Da mesma forma que os macacos são infectados pelos
mosquitos, não é possível pegar a doença ao entrar em contato com uma
pessoa ou animal infectado, uma vez que a febre amarela não é uma doença contagiosa.
Os primatas da cidade estão sendo monitorados e notificados pela
Divisão de Fauna (DEPAVE-3) da Secretaria do Verde e Meio Ambiente
(SVMA), responsável pela saúde dos animais silvestres do município. O
órgão também monitora o estado de saúde dos animais entregues ao Centro
de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), agora no Parque
do Ibirapuera. Lá, eles são submetidos a exame clínico e coleta para
sorologia de Febre Amarela.
Esse material é enviado ao Instituto Adolfo
Lutz.
Uma vez encontrados animais nessas condições em determinada região, a
Prefeitura deve tomar alguns cuidados preventivos. Os órgãos
competentes de saúde do município e do estado desenvolvem ações
específicas, como vacinação da população local e combate à proliferação
dos mosquitos transmissores, como está acontecendo.
Os animais doentes ou mortos, se encontrados pela população, são um
referencial importante para a saúde pública e devem ser notificados.
Denuncie
Ao encontrar espécies suspeitas de qualquer mamífero selvagem doente, o
munícipe deve acionar ligar para o Centro de Manejo e Conservação de
Animais Silvestres (CeMaCAS) pelo telefone 3885-6669, jamais atacando o animal.
Quem mata, maltrata, persegue, caça, ou apanha espécimes da fauna
silvestre, nativa ou em rota migratória, sem a devida permissão,
autorização ou licença da autoridade competente, ou em desacordo com o
documento obtido, comete crime ambiental (Art. 29 da Lei 9605/98), que
prevê detenção e multa.
Assim, os órgãos competentes de saúde do município e do estado
poderão sempre desenvolver ações específicas, como vacinação da
população local e combate à proliferação dos mosquitos transmissores,
como está acontecendo.
Quem encontrar um animal silvestre sendo maltratado também pode
denunciar pelos telefones 3885-6669 ou 153 (Guarda Civil Ambiental). Os
mesmos telefones podem ser acionados para reportar animais silvestres
encontrados mortos.
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