Menino de 7 anos morreu após ser encontrado desacordado em casa; celular foi apreendido e investigadores aguardam perícias para esclarecer o que aconteceu
A Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte de um menino de 7 anos, ocorrida na última segunda-feira (7), na região de São Mateus, Zona Leste da capital.
O caso foi registrado como morte suspeita, e uma das hipóteses investigadas é se a criança teria tentado reproduzir alguma brincadeira ou conteúdo visto na internet. Até o momento, entretanto, não há confirmação de que um desafio virtual tenha provocado a morte.
Essa distinção é fundamental: relatos de familiares levantaram a possibilidade, mas a investigação ainda depende da análise do aparelho utilizado pela criança e dos resultados periciais.
Criança foi socorrida, mas não resistiu
Segundo as informações disponíveis sobre a ocorrência, familiares encontraram o menino em situação de emergência dentro da residência.
A criança foi levada para atendimento médico e chegou à unidade hospitalar em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, não resistiu.
Por envolver uma criança e circunstâncias potencialmente imitáveis, o Zona Leste em Foco opta por não reproduzir detalhes sobre a forma como a ocorrência aconteceu.
Celular será analisado pela polícia
Um aparelho celular utilizado pelo menino foi apreendido e deverá ser analisado pelos investigadores.
A medida poderá ajudar a esclarecer quais conteúdos haviam sido acessados e se existe ou não alguma relação entre a atividade digital da criança e o ocorrido.
A Polícia Civil também aguarda os resultados da perícia e do Instituto Médico Legal (IML).
Somente depois dessas etapas será possível estabelecer com maior segurança a dinâmica da ocorrência.
Hipótese de “desafio virtual” exige cautela
Familiares relataram aos investigadores a suspeita de que o menino pudesse ter tido contato com conteúdo envolvendo uma brincadeira perigosa.
Isso levou à hipótese de reprodução de um suposto desafio virtual.
A hipótese, porém, permanece sob investigação.
Não há, até agora, comprovação pública de que determinado vídeo ou plataforma tenha provocado o comportamento da criança.
Por essa razão, atribuir a morte diretamente a um “desafio da internet” neste momento poderia transformar uma linha investigativa em conclusão antes do trabalho da polícia.
Caso chama atenção para acompanhamento da vida digital das crianças
Independentemente do resultado da investigação, a ocorrência chama atenção para uma questão que faz parte cada vez mais cedo da rotina das famílias: o acesso de crianças a celulares, vídeos, redes sociais, jogos e plataformas digitais.
Nem sempre uma criança possui maturidade suficiente para distinguir uma encenação, brincadeira ou conteúdo produzido para chamar atenção de uma situação que representa risco real.
O acompanhamento dos responsáveis, portanto, não deve se limitar ao tempo diante da tela. É importante conhecer também o tipo de conteúdo consumido, conversar sobre aquilo que aparece nos vídeos e explicar que determinadas ações vistas na internet não devem ser reproduzidas.
Investigação deve determinar o que realmente aconteceu
Neste momento, a principal resposta ainda precisa vir da investigação.
A análise do celular, os depoimentos e os laudos periciais poderão confirmar ou afastar a hipótese relacionada ao conteúdo digital.
Até que isso aconteça, o caso deve ser tratado como aquilo que oficialmente é: uma morte sob investigação.
O Zona Leste em Foco acompanhará eventuais novos esclarecimentos das autoridades.
Fontes: reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quarta-feira e informações do boletim de ocorrência reproduzidas pela Agência Estado/UOL

