Fala pessoal hoje vamos ao segundo post da série acontece no Brasil.
Você sabia que nós tivemos uma fabricante de automóveis nacional? Sim foi a GURGEL MOTORS S/A. Ela foi fundada em 1969 pelo engenheiro João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. O intuito da empresa era produzir veículos 100% nacionais. Assim então a algumas décadas atrás na avenida do cursino, em São Paulo, o Brasil entrava no ramo automobilístico. Em 1975 a fábrica foi transferida para Rio Claro. A empresa existiu por 27 anos. Com o slogan de Tecnologia Inteligente. Gurgel produziu 30 mil veículos.
Começaram produzindo Karts e Bugs, mas o primeiro carro produzido pela marca foi o Xavant XT, depois veio o XAVANTE XTC (FOTO), na sequencia teríamos o x12 o mais famoso da marca.
O x12 colocou a Gurgel no mercado. O modelo caiu no gosto do público e das forças armadas que logo fizeram uma grande encomenda.
Cumpre lembrar, que o sucesso dos veículos e da marca se deu ao fato de
não haver no mercado concorrência à altura, pois o Brasil tinha
restrição à importação de veículos automotores. No mercado existiam o
Toyota Bandeirante (versão brasileira do Land Cruiser com motor diesel
Mercedes) e o Jeep Willys (posteriormente Ford). Estes veículos eram
equipados com tração 4×4 e tinham desempenho bastante superior ao Gurgel
em uso fora de estrada (que só era apresentado com tração traseira),
porém eram muito caros e apresentavam alto custo de manutenção e
consumo.
No mesmo tempo em que a fábrica era construída, a Gurgel apresentava o Itaipu E150, um projeto pioneiro de carro elétrico.
Em 1976 chegava o Xavante X12 TR, de teto rígido, com o chassi Plasteel e uma garantia inédita de fábrica de 100.000 quilômetros.
Entre 1977 e 1978, a Gurgel foi o primeiro exportador na
categoria veículos especiais e o segundo em produção e faturamento.
Cerca de 25% da produção seguia para fora do Brasil.
Eram fabricados 10 carros por dia, sendo o X12 o principal produto da
linha de montagem. A unidade de negócios era o Gurgel Trade Center, numa
importante avenida da capital paulista. Havia um escritório executivo e
um grande salão de exposição, além de um centro de apoio técnico aos
revendedores.
Em 1979, toda a linha de produtos foi exposta no Salão do Automóvel de Genebra, onde o jipe brasileiro teve boa recepção. Ainda naquele ano foi lançado o furgão X15 e o X20.
O Exército Brasileiro era seu principal cliente, que comprava principalmente o X12 e X15. Algumas unidades do X20 também foram vendidas.
Nos anos seguintes a marca veio desenvolvendo vários modelos, na década de 80 eram 10 no catalogo da marca . A Gurgel sempre quis um diferencial como um chassi feito de plasteel (projeto patenteado pela Gurgel desde o início de sua aplicação, que era uma união de plástico e aço, que aliava alta resistência a torção e difícil deformação), uma carroceria de plástico reforçado com fibra-de-vidro (PRF) e o selectraction.
Entre 1977 e 1978, a Gurgel foi o primeiro exportador na categoria
veículos especiais e o segundo em produção e faturamento. Cerca de 25%
da produção seguia para fora do Brasil.
Eram fabricados 10 carros por dia, sendo o X12 o principal produto da
linha de montagem. A unidade de negócios era o Gurgel Trade Center, numa
importante avenida da capital paulista. Havia um escritório executivo e
um grande salão de exposição, além de um centro de apoio técnico aos
revendedores.
| xef o primeiro micarro da marca |
Gurgel sempre sonhou com um carro econômico e popular por isso lançou o br 800 que marcou a história da empresa.
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O que me impressiona de verdade na história da Gurgel é a sede de inovação, sempre buscando alternativas, por exemplo na década de 90 lançaram um modelo com portas translúcidas o motomachine.
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Em 1991 a empresa comercializou 3.746e bateu seu recorde de vendas. mas caiu para 1.671 em 1992 devido a greve de funcionários da alfândega
brasileira em 1991, que impediu a chegada de componentes da Argentina. A
quebra no ritmo de produção quebrou o fluxo de caixa da empresa e as
dívidas se acumularam. A produção do X12
(único utilitário remanescente desde a abertura das importações no
Brasil) foi reduzida drasticamente por conta de abalo da relação entre
Volkswagen e Gurgel em razão da concorrência com o Volkswagen modelo 181,
similar ao X12, que saiu de linha porque o segundo vendia tão bem que
roubou espaço do primeiro. A marca também priorizou a fabricação dos
seus carros populares (BR-800 e Supermini).
Portanto, sem apoio do governo, a Gurgel pediu concordata em junho de
1993. Em uma última tentativa de salvar a fábrica, em 1994, foi feito
um pedido ao governo federal para um financiamento de 20 milhões de
dólares à empresa, mas este foi negado, e a fábrica foi declarada falida
em 1994.
Em meio à declaração de falida pelo governo, a empresa conseguiu
recorrer à bancarrota e ficou ativa até setembro de 1996. Seus últimos
projetos foram: Supermini 1995 – uma versão com traseira mais reta que o Supermini anterior e seria lançado nesse mesmo ano; Motomachine – um minicarro urbano pensado como meio de transporte; as últimas versões de Tocantins (que perdurou de 1992 a 1995) – com uma ligeira mudança na grade dianteira e Carajás (sem nenhuma mudança relevante) e o Motofour
– de conceito similar ao Motomachine – que teve um único exemplar
fabricado. Durante esse período, a marca ainda produziu mais 130
veículos.
Desde o fim da empresa, a fábrica de Rio Claro ficou nas mãos de
um escritório em São Paulo. E desde 2001 a justiça vinha tentando vender
a fábrica, que enfrentava muitos furtos de peças dos carros ainda
inacabados: pelo menos 30 boletins de ocorrência foram feitos.
Após diversas tentativas de venda do terreno da fábrica e seus
veículos abandonados, ela só foi leiloada em 2007, por quase R$16
milhões. O dinheiro serviu como pagamento de dívidas trabalhistas, que
chegou a quase R$20 milhões. A Gurgel deixou um lastro de R$280 milhões
em dívidas.
Na minha opinião o caso Gurgel é um exemplo claro de como o sistema Brasileiro não valoriza os empresários, a Gurgel tinha capacidade tecnologia e entusiasmo para ser uma empresa multinacional e consolidar a indústria de carros genuinamente Brasileira, porém temos infelizmente o costume de menosprezar o que é feito por nós. Vamos imaginar que a Gurgel fosse Americana , eu duvido que o Governo americano não teria feito maiores esforços para que a empresa continuasse em pleno funcionamento. talvez a Gurgel não deu certo porque estava no país errado.
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