Greve da CPTM paralisa linhas 11

Greve da CPTM paralisa linhas 11, 12 e 13 nesta terça

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Metrô opera normalmente. Greve da CPTM paralisa linhas 11, 12 e 13. A partir da 0h desta terça-feira (4), os trabalhadores da CPTM decidiram cruzar os braços por tempo indeterminado, em uma paralisação que afeta diretamente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A decisão foi aprovada em assembleia pelos trabalhadores na noite de segunda-feira.

O movimento atinge em cheio a Zona Leste de São Paulo, já que duas das três linhas paralisadas cortam a região. A Linha 11-Coral liga a região central da capital a municípios do Alto Tietê, como Mogi das Cruzes, passando por estações de grande movimento como Luz, Brás, Tatuapé, Guaianases e Corinthians-Itaquera. Já a Linha 12-Safira conecta o Brás a Poá, atendendo bairros da zona leste da capital e cidades como Itaquaquecetuba. A Linha 13-Jade, por sua vez, faz a ligação entre a Estação Engenheiro Goulart e o Aeroporto de Guarulhos.

Greve da CPTM paralisa linhas 11

Metrô e outras linhas de trem não são afetados

Apesar do nome parecido, é importante que o leitor não confunda os sistemas: o Metrô, as demais linhas de trem e os ônibus operam normalmente nesta terça-feira, enquanto a Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos para amenizar os impactos no trânsito. A Linha 10-Turquesa, também administrada pela CPTM, segue operando sem alterações, assim como as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, hoje sob gestão da TIC Trens e da ViaMobilidade.

Por que os ferroviários estão em greve

A motivação do protesto é a oposição dos ferroviários à privatização do sistema para a concessionária Tic Trens. A categoria reivindica garantias de manutenção dos empregos e maior diálogo com o governo paulista sobre o futuro da operação das linhas, além de criticar o processo de concessão dos ramais à iniciativa privada. Segundo relatos, os trabalhadores também apontam falhas recentes na transição da operação, incluindo um princípio de incêndio registrado em um dos vagões.

Diante dos problemas na transição, o governo paulista determinou que a CPTM assumisse emergencialmente o serviço por 90 dias.

O que fazer se você depende dessas linhas

  • Quem utiliza as linhas 11, 12 ou 13 deve buscar alternativas de deslocamento, como ônibus municipais ou outras linhas de trem/metrô que não fazem conexão direta com os trechos paralisados.
  • Como o rodízio de veículos está suspenso, quem tem carro pode considerar essa opção para trechos mais curtos, evitando os horários de pico.
  • Vale acompanhar os canais oficiais da CPTM para atualizações sobre a paralisação, já que ela foi decretada por tempo indeterminado.

Este artigo será atualizado caso haja novidades sobre a negociação entre o sindicato e o governo do estado.

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