O projeto da Radial Leste foi apresentado em meados de 1945 pelo prefeito Prestes Maia
, porém suas obras só foram iniciadas em 1957. Naquela época, as
avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia encontravam-se congestionadas e a
Radial Leste surgia como via necessária para aliviar o trânsito nas
mesmas. Boa parte das áreas utilizadas para a construção da avenida faziam parte da faixa patrimonial da Estrada de Ferro Central do Brasil, o que facilitou sua construção.
O primeiro trecho, entre o parque D. Pedro II e a região do Brás
ficou pronto em agosto de 1957, quando foi inaugurado o viaduto sobre os
trilhos da Estrada de Ferro Santos a Jundiaí.
A implantação da nova via estimulou a especulação imobiliária e serviu
como estímulo para a ocupação da região leste de São Paulo, que algumas
décadas mais tarde se torna a mais populosa da cidade. Após mais de uma
década paralisado, o prolongamento da Radial Leste do Tatuapé até a Vila
Matilde foi retomado em 1966 na gestão Faria Lima, quando foi
inaugurado em 17 de maio de 1967 mais um trecho, de 800 m de extensão,
entre a praça Presidente Kennedy (na altura da rua dos Trilhos) e a rua
Bresser e o viaduto Alcântara Machado, de 1150 m de extensão.
Inicialmente, grande parte da radial contava com cruzamentos com a
linha da Central, necessitando de passagens de nível. O volume de
tráfego na nova avenida forçava uma utilização maciça dessas passagens,
de forma que muitos acidentes entre trens e veículos não tardaram a
ocorrer. No início dos anos 1970, forma inaugurados os viadutos Bresser,
Guadalajara e Conselheiro Carrão eliminando assim as passagens nível
das ruas Bresser e Belarmino Matos.Nessa época, a avenida alcançava regiões cada vez mais distantes do
centro como Carrão, Vila Matilde, Artur Alvim e Itaquera, porém esse
trecho final era modesto se comparado com o início da avenida, com
passagens de nível, e poucas faixas de pedestres. Essa combinação
causava uma série de atropelamentos e acidentes, torando na Radial Leste
a via mais perigosa da cidade na década de 1970.
Os acidentes chegaram ao auge em 1977, quando um ônibus avançou a
cancela da passagem de nível da estação Artur Alvim e foi colhido por um
trem de subúrbios, matando 22 passageiros.Nessa época, as obras da Linha Leste Oeste
do metrô haviam sido iniciadas e a prefeitura utilizou a expansão do
metrô para reurbanizar parte das regiões lindeiras e construiu diversos
viadutos, passarelas para pedestres, taludes, entre outras obras. Em
outubro de 1978 foi inaugurado um novo trecho de 700 metros na região da
Vila Matilde , enquanto que os demais trechos até Itaquera seguiram em obras paralelas a da expansão do metrô.
Radial Leste é um termo não-oficial; a avenida recebe diversos nomes ao longo de sua extensão:
- Avenida Alcântara Machado: entre o Parque Dom Pedro II e a avenida Salim Farah Maluf.
- Viaduto Pires do Rio: sobre a avenida Salim Farah Maluf.
- Rua Mello Freire: entre a avenida Salim Farah Maluf e a rua Antônio de Barros.
- Avenida Conde de Frontin: entre a rua Antônio de Barros e a rua Joaquim Marra, na Vila Matilde.
- Avenida Antônio Estêvão de Carvalho: entre a rua Joaquim Marra e a Estação Patriarca do metrô.
- Avenida Doutor Luís Aires: da a Estação Patriarca do metrô até Estação Corinthians-Itaquera do metrô.
- Avenida José Pinheiro Borges: da Estação Corinthians-Itaquera do metrô até a estação Guaianases da CPTM.
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