Inclusão Digital
O Plano de Inclusão Digital
O Plano de Inclusão Digital da Prefeitura de São Paulo tem como
principais objetivos consolidar-se como a porta de entrada das
comunidades à rede mundial de computadores e aos serviços e informações
prestados aos cidadãos por Prefeituras, Estados e União, além de,
incluir as pessoas das regiões de maior exclusão, na luta pelos seus
direitos e no exercício de seus saberes coletivos, na busca de suas
necessidades e no desenvolvimento de habilidades e competências
necessárias ao cotidiano em constante transformação.
Quando foi criada em janeiro de 2001 a Coordenadoria do Portal e
Inclusão Digital encontrou as áreas de exclusão social e econômica da
cidade fora da rede, com milhões de excluídos digitais.
Cidade Tiradentes: o projeto piloto
A equipe da Coordenadoria do Portal e Inclusão Digital chegou à
Cidade Tiradentes e reuniu o governo local (representação do governo
municipal e organizações da sociedade civil que atuam na região) para
explicar o projeto Telecentros.
Na região havia um conjunto habitacional bastante deteriorado, com
sua área comercial quase totalmente abandonada. Sem verba orçamentária,
juntando parceiros e vontade política, o telecentro foi implantado em um
desses prédios, que depois teve sua área ampliada, sendo inaugurado no
dia 18 de junho de 2001.
Construindo uma experiência de sucesso na Cidade Tiradentes, o Plano
de Inclusão Digital foi aprimorado. Escolhendo os locais com base no
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foram implantadas novas unidades
nas áreas de maior exclusão social da cidade.
O projeto foi iniciado ocupando espaços públicos que pertenciam à
municipalidade, prédios que foram reformados, revitalizados e usados
para esta nova atividade e depois foram firmados convênios com entidades
de sociedade civil para que estes espaços abrigassem telecentros.
Como funciona
Os Telecentros são instalados em áreas de exclusão social da cidade,
notadamente na periferia, de acordo com o Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) do município (segundo dados do Mapa da Exclusão/Inclusão
Social, elaborado em 2000 pela PUC/SP, Instituto Pólis e Inpe).
Atualmente, são mais de 100 unidades em funcionamento que
aproximadamente 500 mil pessoas monitoradas por orientadores
especialmente treinados para cumprir as definições do Plano de Inclusão
Digital.
São cerca de 20 computadores em cada Telecentro que funcionam com 75%
deles dedicados à formação da população, ministrando cursos e oficinas
de informática e os outros 25% reservados para o uso livre dos cidadãos.
Oficinas
Para usuários que já fizeram o curso, ou já têm noções de
informática, os Telecentros oferecem oficinas de Capacitação para
Inserção no Mundo do Trabalho, Arte Digital, Educação Ambiental ,
Colagem, Criação de Sites e Processamento de imagens,entre outras.
Os usuários dos Telecentros podem se inscrever, gratuitamente, para
fazer cursos utilizando os Softwares Livres disponíveis nas unidades. O
curso tem duração de 20 horas – duas horas por dia, de segunda a
sexta-feira, ou quatro horas por dia, todo sábado. Desde o início do
Projeto Telecentros, em junho de 2001, mais de 90 mil pessoas já se
formaram e receberam certificado. Do total de cadastrados nos
Telecentros, 50% são jovens até 20 anos.
Parcerias
Temos diversos tipos de parcerias; as entidades de sociedade civil
convêniadas onde estão instalados alguns telecentros, as empresas que
patrocinam eventos determinados e os incentivadores para implantação e
manutenção: Santander Banespa, Vivo, Congás, Telefonica e Petrobras,
além de várias empresas e secretarias municipais.
A comunidade participa
Com o projeto de Inclusão Digital e a abertura para a democratização
da informação, fez-se necessário repensar a participação das comunidades
locais. Com isso, formaram-se os Conselhos Gestores (representantes
locais), que passaram a ser parte fundamental na estrutura de um
Telecentro, colaborando de maneira direta e presente no processo de
administração e gerenciamento das atividades.
Fonte portal da prefeitura
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