sexta-feira, maio 29, 2026

SEGUNDA ETAPA DA CAMPANHA DE VACINA SE INICIA NA CAPITAL

Cotidiano

Segunda etapa da campanha tem como público-alvo idosos, portadores
de doenças crônicas, professores, profissionais da saúde, funcionários
do sistema prisional e população privada de liberdade

A Secretaria Municipal da Saúde inicia nesta segunda-feira (22), a segunda etapa da campanha de vacinação contra Influenza. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital e protege contra três subtipos do vírus da gripe (H1N1, H3N2 e Influenza B). É destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, compostos por pessoas mais propensas a desenvolver complicações causadas pelo vírus influenza.


A campanha acontece anualmente, pois a
proteção conferida pela vacinação é de aproximadamente um ano e a dose é
ofertada nos meses que antecedem o inverno, quando a circulação do
vírus é mais intensa. Em 2018, a cobertura entre os chamados grupos
elegíveis foi de 81,5%. A meta é chegar a 90% de adesão, ou seja, 3,5
milhões de pessoas.



De 22 de abril até 31 de maio (data prevista para o término da ação), devem se vacinar
os trabalhadores da área de saúde, povos indígenas, pessoas com 60 anos
ou mais de idade, pessoas com doenças crônicas e outras condições
clínicas especiais, professores (escolas públicas e privadas),
adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas
socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do
sistema prisional. Durante todo o período da campanha, ocorre a
atualização da caderneta de vacinação de crianças, gestantes e
puérperas, que compõem o grupo de vacinação da primeira fase iniciada no
dia 10 de abril.


A coordenadora do Programa Municipal de Imunizações (PMI), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo, Maria Lígia Nerger, explica que a vacina influenza é segura e que os rumores de que ela causa gripe não são verdadeiros.


“Há boatos de que a vacina provoca a
gripe ao invés de preveni-la, mas essa informação é incorreta, já que a
dose aplicada nas UBSs é composta por partículas de vírus morto, o que
inviabiliza a contaminação. Uma parcela muito pequena da população
vacinada pode apresentar febre baixa ou mal-estar alguns dias após
receber a vacina, o que não contraindica a vacinação”, orienta a
coordenadora.


Para se vacinar, é
preciso levar documento de identificação e, se possível, a carteira de
vacinação e cartão SUS até a unidade mais próxima. Os profissionais de
saúde e educação precisam apresentar holerite ou crachá de
identificação. Portadores de doenças crônicas e outras comorbidades
devem levar a receita da medicação que faz uso com data dos últimos seis
meses ou prescrição médica.


Para pessoas que já tiveram alergia
grave em doses anteriores ou a algum componente da vacina, recomenda-se
realizar avaliação médica criteriosa sobre risco-benefício da vacina
antes da administração de uma nova dose. Pessoas com febre alta
recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro.
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