Um mês depois da grande inauguração do Templo de Salomão, a prefeitura exige que a Igreja Universal, construa 3,5 mil casas populares para regularizar o Templo. Lembramos que para a inauguração do Templo o prefeito Fernando Haddad liberou um alvará provisório. Algumas questões sobre a construção do templo vem sido apuradas pelo promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, a principal delas é que foi usado um alvará de reforma para a construção do maior espaço religioso do país. A exigência partiu da Secretária de Licenciamento que enviou o pedido ao ministério público. Mas a exigência está embasada em cima de outra regra que o templo não cumpriu, a aréa onde o Templo foi construído é um espaço de interesse social, onde deveria ser construído casas de moradia popular segundo o plano diretor de 2004.
Porém o Templo já está construído e não tem mais sentido reclamar essa regra, e o espaço foi regularizado no novo plano diretor. Agora depois de toda a construção terminada, a prefeitura quer assegurar as contrapartidas sociais que o Templo deve oferecer para construir nesse tipo de terreno, mas essas contrapartidas deveriam ser cobradas já em 2008 quando a Universal protocolou o pedido de construção. Pelas regras a Universal só poderia erguer o Templo se construísse 400 moradias, e o que aconteceu é que o templo já está pronto e nenhuma casa popular foi erguida pela Universal. Por isso o ministério público está investigando se houve irregularidades nas licenças das construções. Ainda não entendemos como esse tipo de regra fica esquecida, ainda mais com uma construção desta magnitude, após a construção nada mais pode ser feito apenas mudar as regras que existiam antes, para tudo ficar dentro da lei. Ainda será um alento se for construído as moradias, mas vale registrar que muitas etapas foram puladas (as de interesse popular) para que a obra se concluísse.
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